A consciência ambiental pode diminuir a dengue no Brasil ?

Locais onde temos resíduos e água parada que podem causar a dengue

Locais onde temos resíduos e água parada que podem causar a dengue.

A gente que lida com resíduo (antigamente se falava lixo) sabe da importância de se manter os locais limpos para evitar não só a contaminação do próprio material, como o solo e principalmente evitar as doenças como a dengue.

Nas nossas andanças pelo Brasil vimos muito descaso no tratamento desses resíduos.

A dengue tem matado muita gente!

Que tal ajudar a divulgação ? a consciência ambiental pode ajudar a diminuir essa epidemia.

Apesar dos alertas constantes contra a doença, população não tem tomado cuidados contra o mosquito

Copos, garrafas, pneus, cascas de ovos, entre outros objetos que possam acumular água são potenciais focos de dengue. Por isso, há a necessidade de vigilância constante, tanto dentro como fora de casa. Até a última sexta-feira, dia 23, o Estado acumulava 2.911 casos da doença, desses 20 são graves. Com relação às vítimas, o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) contabilizava dois óbitos.

Apesar dos alertas para prevenção da doença, e cuidados a serem tomados pela própria população, à tarefa não tem sido feita em alguns lugares da Cidade, onde o descaso com alguns imóveis leva à formação de potencias focos da doença. É caso do imóvel localizado na Rua Vicente Linhares, 54, no bairro Aldeota, onde uma piscina está servindo como depósito de larvas do Aedes aegypti.

Segundo a professora Mônica Dourado Furtado, 47 anos, desde dezembro do ano passado, a casa está abandonada e não recebe nenhuma limpeza. “Com a chegada das chuvas, fica uma situação extremamente preocupante, pois acumula água e, consequentemente, vem o mosquito. Quando chega à tarde, eu tenho que fechar as portas e janelas de casa devido à grande quantidade de muriçocas nesse horário”, relata.

A professora conta que já entrou em contato com a Secretaria Executiva Regional II (SER II) para denunciar o caso, e foi encaminhada para o Departamento de Dengue, mas que até o momento não teve resultados.

“Fui muito bem tratada pelos órgãos da Prefeitura, porém, até o momento, nenhuma medida foi tomada. Eles disseram que iam ver o que podiam fazer, mas alertaram que estavam com os agentes de saúde em greve, o que dificultaria a ação”, afirma a professora.

Assim como Mônica, a médica Aparecida Costa, que possui uma clínica pediátrica no bairro Dionísio Torres, sofre com a falta de consciência ambiental da vizinhança e pede ações mais efetivas do município. Segundo a médica, já são incontáveis as ligações feitas para ouvidoria da Prefeitura pedindo mais fiscalização na área.

“A gente fica exposto a doenças por conta da falta de consciência de outros. Todos os dias, jogam lixo e restos de construção na esquina por trás do meu imóvel e, ali, o que se vê são ratos e focos de dengue”, reclama.

Aparecida informou que sempre que liga para o departamento do município mandam limpar a área, mas, logo em seguida, voltam a jogar lixo no local. “Nesse caso, eu acredito que uma fiscalização seria a solução”.

Incidência

Até a última sexta-feira, 23, a Capital possuía 50,91% dos casos confirmados da doença no Ceará, ou seja, 1.482. Destes, a maior parte está nas Regionais III (365), V (308), VI (285). Por todos os locais, é possível ver o acúmulo de lixo pelas ruas, assim como em obras e imóveis abandonados.

No restante das SERs, no caso, a I, II e IV, o número de casos equivale a 478. Dos óbitos ocorrido no Ceará por conta da dengue, um é de Fortaleza. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) investiga, ainda, nove possíveis mortes por conta da doença.

Dos bairros com maior número de pessoas que contraíram a dengue, estão João XXIII (62), Antônio Bezerra
(61), Henrique Jorge (58), Montese (47) e Bonsucesso (45).

Resposta

A SER II informou que o procedimento em caso de denúncias de dengue nas regionais de Fortaleza é agendar uma visita para verificar se há focos de mosquito na área denunciada, e não encaminhar o cidadão para o Departamento de Dengue do Município, que não existe.

O órgão garantiu também que um agente de endemias da Regional II fará, ainda nesta semana, uma visita ao endereço citado para verificar a denúncia de Mônica Furtado.

THAYS LAVOR
REPÓRTER.

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