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Arquivos do Mês: maio 2013

Olha o passarinho!!! Avistar 2013

  Vocês sabe o que é Birdwatching? Birdwatching é o nome da prática dada à observação de aves. Mas aves soltas hein? Nada de observar pássaros presos em gaiolas. O bacana é observá-las em seu habitat natural, ou seja,  em praças, parques e terrenos. Para os interessados na prática, ou os que querem se aventurar no Birdwatching, começa amanhã  dia 17 e vai até domingo o AVISTAR BRASIL 2013. Grandes nomes do Birdwatching internacional estarão presentes, como Brett Whitney, fundador da Field Guides, palestra sobre as novas espécies; Edson Endrigo, fotógrafo especializado na área , revela novos destinos para a observação na Amazônia, e o fotógrafo de natureza Haroldo Palo Jr. comenta seus novos livros sobre o assunto. Mesmo quem nunca praticou Birdwatching pode aprender muito na palestra Observação Para Iniciantes, onde os biólogos Luccas Longo e Eduardo Alexandrino ensinam as técnicas necessárias para quem quer começar e levam o público a passear para ver as aves do Parque Villa Lobos. Estaremos presentes no evento!! Passem lá para nos conhecermos e saber um pouco mais sobre nosso projeto EU FAÇO A DIFERENÇA NO MUNDO. E conhecer nossa Camiseta Feita de Pet. 17 a 19 de maio, das 9h às 18h Parque Villa-Lobos – av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto de Pinheiros, São Paulo - SP Exposições, feira e atividades para crianças são gratuitas e abertas para o público. Inscrições são feitas no local. Congresso: R$ 150 e (R$ 100 estudantes) – inscrições pelo site do evento Saiba mais aqui

O dever nosso de cada dia!

Ações diárias e constantes a serem praticadas Atitudes sustentáveis podem e devem estar presentes no nosso dia-a-dia por meio de ações simples, porém muitos ainda se esquecem de fazer o dever de casa. Difícil ainda conscientizar as pessoas de que somos parte de um todo, e que a ação individual interfere no coletivo. Ainda ouve-se muito coisas do tipo: 'Se o outro não faz, por que eu irei fazer?'. Mas, ao passo de formiguinhas vamos avançando mais e mais. Importante é não desistir, disseminando idéias sustentáveis e, muito mais, praticando atitudes sustentáveis. A partir do momento que mais e mais pessoas entenderem que sustentabilidade não é um termo vago e que, sim, está diretamente ligado à nossa qualidade de vida atual, e que também é a  herança que deixaremos no planeta para as futuras gerações, creio que mais e mais pessoas passarão a praticar a sustentabilidade. E praticar a sustentabilidade não é algo difícil, mas é preciso começar. Comecemos então com atitudes simples, mas de grande valia pro nosso Planeta. Essas dicas acima podem ajudar e muito! Façamos cada um nosso dever diário e constante então!! Assim poderemos dizer: EU FAÇO A DIFERENÇA NO MUNDO! Boa semana a todos!      

A Natureza tem uma estrutura feminina: não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.

Boa tarde!!!
A Natureza tem uma estrutura feminina: não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.

A Natureza tem uma estrutura feminina: não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.

Essa frase muito me intriga, mas deixemos o seu contexto um tanto quanto machista de lado, para conseguirmos pensar na questão a que o autor provavelmente se propunha quando a proferiu. Atribuem a frase à Marina Silva (não encontrei indício sólido sobre essa informação), mas a frase nos bota pra pensar de imediato e vai de encontro ao que conversamos ontem aqui. A Natureza tem seus 'caprichos'. Tem seu tempo. Suas necessidades urgentes ou milenares. Por vezes parece nos devorar em suas tempestuosas vontades. As vezes parece lenta aos nossos olhos tão ansiosos. Sua estrutura é sim intrigante. Feminina? Não exatamente. Vingativa? Não consigo a ver assim. Reativa, certamente. Ela não espera pelas nossas reações, mas corresponde às nossas ações. Nem sempre imediatamente, pois pode ocorrer de demorar milênios até se 'vingar' e nos devolver tudo que despejamos nela. E para revertermos esse quadro ela tem pressa, nossas reações ainda vão a passo de formiga. O aquecimento global, por exemplo, começou a ser notado em meados do século XIX, mas desde quando a Natureza estava sendo agredida calada, sem demonstrar nenhuma reação aparente? Aceitando e tomando para ela todo o nosso descaso e insensatez, enquanto nós, outorgados pela 'necessidade' de progresso depositamos no Planeta toda nossa fúria tecnológica com avidez. Creio que pensávamos sermos livres das reações, afinal a Natureza nunca havia se manifestado largamente. Estávamos 'seguros'. Não víamos nossas ações cotidianas como algo que interferisse nas obras da Natureza. Muitos talvez por se acharem maiores do que ela, outros por pensarem que obra tão grandiosa não dependia de sua contribuição para continuar seu caminho. Ainda hoje há os que não conseguem encontrar essa relação, e se colocam à parte dessas discussões. Continuam a poluir, desmatar, incendiar, matar até à completa extinção. Ou ainda, mas não menos, a jogar o lixo na rua, nas praias e montanhas. A maioria ainda não consegue visualizar que tudo isso, do grande ao pequeno ato, está gerando reações na Natureza. Natureza que é sensível, bela e acolhedora, como uma Grande Mãe. Mas também reativa, 'vingativa' e transborda senso de Justiça. E a reação está vindo a galope e, como conversamos ontem, a Natureza tem seu próprio Amanhã e precisa seguir seu curso.  

A Natureza não espera pelo amanhã para seguir seu curso.

Lembrei-me hoje daquela viagem às praias do Espírito Santo, da sujeira embaixo das mesas, da despreocupação das pessoas com o seu entorno, como se todo aquele mar fosse capaz de absorver a sujeira criada pelo bicho homem. Como se houvesse uma espécie de ‘areia movediça, ’ capaz de fazer submergir aquele entulho todo, as pessoas iam deixando seus resíduos ali, despreocupadamente.

Ainda me choco com a lembrança da resposta da dona do quiosque: “Minha filha, a gente deixa tudo aí mesmo, porque amanhã a prefeitura passa limpando.”.

Foto mostra resíduos sólidos deixados pelo homem

Enquanto isso embaixo das mesas...

Revendo as fotos da última postagem do blog me veio à cabeça o quanto talvez a gente não tenha noção da ação do tempo sobre nossa realidade. Como se ‘o amanhã’ fosse algo inalcançável, distante, remoto. Um futuro onde que não faremos parte.

Amanhã?!!

Amanhã a maré já subiu e levou consigo todo aquele entulho. Amanhã a areia já se movimentou com os ventos e ‘escondeu’ boa parte da sujeira.

Amanhã....

Amanhã é tarde, muito tarde.

Amanhã, pra Natureza, significa quantas novas toneladas de resíduos sólidos a invadindo?

A Natureza não espera pelo amanhã para seguir seu curso. Ela vai, com toda a sua força, agindo sobre o ambiente, e com o ambiente. Ela pode levar o lixo paro o mar, submergi-lo nas areias, para depois desenterrá-lo com a força de novos ventos, e novas marés, mas dificilmente o deixará intocado esperando a Prefeitura passar, amanhã.

Resíduos sólidos deixados nas praias.

Esperando a Prefeitura chegar. Amanhã...

Sujeira nas falésias Espírito Santo
A Natureza não espera pelo amanhã da Prefeitura.