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Arquivos do Mês: novembro 2011

Mundo deve se antecipar ao aumento de catástrofes naturais, afirma IPCC

As perdas e danos provocados por cheias, secas e ondas de calor aumentarão neste século, a menos que a humanidade se antecipe à catástrofe, destaca um relatório de um painel de especialistas da ONU, que será publicado nesta sexta-feira (18).

Em uma extensa avaliação de 800 páginas, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que o aquecimento global intensificará a frequência e a força de eventos climáticos extremos e que é preciso preparar defesas agora para evitar danos maiores no futuro. "A natureza e a severidade dos impactos dependem não apenas dos [eventos] extremos em si, mas também da vulnerabilidade e da exposição" a eles, destaca a versão resumida do relatório.

O documento de 20 páginas está sendo examinado esta semana durante reunião do IPCC, formado por 194 países em Kampala, Uganda. Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, enviou uma mensagem clara neste sentido, pedindo ao mundo que "se prepare" durante fórum climático celebrado em Dacca, Bangladesh.

"Os perigos naturais não precisam causar uma catástrofe humana", disse. "Há muitas soluções com boa relação custo-benefício que comunidades e países podem adotar para reduzir o impacto de eventos climáticos extremos", acrescentou.

Os países pobres, com estreita margem de manobra, serão os primeiros e os mais duramente afetados. Mas a onda de calor, que matou 70 mil pessoas na Europa em 2003, e as cheias provocadas pelo furacão Katrina, em Nova Orleans (EUA), em 2005, são lembretes letais de que os países ricos também devem se preparar para os impactos.

O relatório lembra, no entanto, que todos os esforços de adaptação podem ser superados a menos que as emissões de carbono que causam o aquecimento global sejam contidas.

Mudanças climáticas e gestão de risco O relatório, produto de três anos de trabalho com base em milhares de artigos científicos, é o primeiro do IPCC dedicado a esquadrinhar os vínculos entre as mudanças climáticas e os eventos extremos.

Também se trata da primeira vez que o Painel costura ciência climática e gestão de risco em uma única análise. Desde que o IPCC publicou seu primeiro relatório de avaliação, em 1990, "comunidades de pesquisa historicamente distintas" trabalharam de forma independente e produziram relatórios separados.

Esta separação foi, provavelmente, um equívoco, afirmaram à AFP especialistas das duas áreas. "Especialistas em calamidades têm experiências que podem servir de base para a adaptação às futuras mudanças climáticas", afirmou Tom Downing, diretor da consultoria Global Climate Adaptation Partnership, de Oxford (Inglaterra). "É encorajador ver o IPCC levar essa integração adiante em um relatório inovador", acrescentou.

"Uma das mensagens chave deste relatório é a ênfase na exposição e na vulnerabilidade", avaliou Will Steffen, diretor do Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade Nacional da Austrália. "A ciência é apenas parte do quebra-cabeça. As outras têm a ver com a resiliência e adaptabilidade das pessoas", explica.

Neville Nicholls, professor da Universidade Monash, em Melbourne, e principal autor de um capítulo estritamente científico sobre como as mudanças climáticas afetam o clima, disse que a colaboração "fortalece os dois lados".

Ela "fez os cientistas se concentrarem muito mais no que a comunidade de risco realmente precisa e a comunidade de gestão de catástrofes tem uma ideia melhor do que nós podemos e não podemos dar a eles", disse.

Novos rumos

A mudança de rumo ocorre após alguns equívocos no renomado Quarto Relatório de Avaliação, publicado em 2007, que arranharam a imagem do IPCC. A maior parte dos erros, inclusive uma estimativa grosseiramente imprecisa sobre o ritmo de derretimento das geleiras do Himalaia, teve origem em parte na pobre coordenação entre estas comunidades, reconhecem os cientistas do Painel.

O novo relatório, orientado para a busca de soluções para o problema, identifica ações relativamente fáceis e baratas, tais como sistemas de alerta precoce em áreas propensas a ser atingidas por enchentes e ondas de calor. Códigos de construção melhorados e capacidade de antecipação também podem a salvar vidas em regiões afetadas por furacões.

Mas quanto mais estas soluções forem adiadas, mais caras ou ineficazes se tornarão, alerta o documento. Muitas estratégias de adaptação já foram implantadas, especialmente ao nível local.

Por exemplo, manguezais recém-plantados em Vietnã, Camboja e Mianmar ajudam a reduzir a força destrutiva de ciclones, aumentada por mares mais quentes e elevados. Além disso, novas cepas de milho, arroz e feijões resistentes ao calor podem salvar milhares de vidas.

Segundo o Grupo Consultivo de Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR, na sigla em inglês), mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em meio a uma combinação de fatores que pode levar ao desastre alimentar.

Mas, às vezes simplesmente não há soluções, ressalta o relatório, como no caso dos moradores de algumas nações insulares, que precisarão ser relocados definitivamente por causa da elevação do nível do mar.

Fonte: G1. Natureza. Disponível em:<http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/11/mundo-deve-se-antecipar-ao-aumento-de-catastrofes-naturais-afirma-ipcc.html>. Acessado em: 17 nov 2011.

Aquecimento: Ex-cético do clima divulga pesquisa que comprova aumento da temperatura global

Richard Muller criticava os estudos anteriores por utilizarem medições feitas geralmente em áreas urbanas, onde a temperatura é mais elevada

Para evitar controvérsias, o pesquisador usou uma variedade maior de registros de temperaturas

ão Paulo - Novamente o aquecimento global é alvo de pesquisas científicas. O estudo recém apresentado nos Estados Unidos, coordenado pelo físico e ex-cético do clima Richard Muller, traz outros argumentos que comprovam que a temperatura da Terra está aumentando.

Muller é um estudioso da Universidade da Califórnia que não acreditava nas pesquisa sobre as mudanças climáticas, sob a alegação de que os dados não eram confiáveis. Assim, diante deste desafio, o cientista resolveu fazer a seus próprios estudos para garantir suas conclusões.

O Best, como ficou conhecido o Projeto Berkeley sobre a Temperatura da Superfície Terrestre, contou inclusive com o apoio financeiro de indústrias ligadas ao petróleo, que constantemente apóiam céticos do clima.

Para evitar controvérsias, como os itens considerados duvidosos por Muller nas pesquisas anteriores, o Best usou uma variedade maior de registros de temperaturas. Segundo ele, os estudos anteriores e até mesmo os dados do Painel Climático da ONU (IPCC) utilizavam medições feitas geralmente em áreas urbanas, onde a temperatura já é normalmente mais elevada. O físico de Berkeley usou registros obtidos em quase 40 mil estações de medição em todo o mundo e dados de satélite, que permitiram a diferenciação da temperatura das áreas rurais e urbanas.

Em todas estas análises, mesmo nos locais em que os dados são menos confiáveis, foi identificado o aumento na temperatura.

Fonte: Exame Abril. Meio Ambiente. Disponível em:<http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/ex-cetico-do-clima-divulga-pesquisa-que-comprova-aumento-da-temperatura-global>. Acessado em: 16 nov 2011.

Casa de garrafa e areia vira atração na Nigéria

A primeira casa construída na Nigéria a partir de garrafas plásticas usadas está se transformando em uma atração turística do vilarejo de Yelwa.

Centenas de pessoas, incluindo dirigentes do governo e líderes tradicionais, foram verificar as paredes --erguidas no tradicional formato arredondado do norte nigeriano-- da construção.

As garrafas, preenchidas com areia, são colocadas lado a lado em fileiras, unidas com lama.

"Queria ver essa construção com meus próprios olhos. Fiquei surpreso ao saber que ela foi feita com garrafas plásticas", disse Nuhu Dangote, um comerciante que viajou da capital do Estado, Kaduna, para ver a casa. "O rumor que escutei é que parece mágica, que você fica maravilhado quando vê, por isso vim aqui. O mundo todo deveria ver isso."

 A beleza maior da casa é seu muro externo, no qual o formato arredondado das garrafas produz um efeito inesperado.

Mas para os responsáveis pelo projeto, o maior mérito são os benefícios ambientais.

7.800 GARRAFAS

Em uma terra cedida por um empresário e ambientalista grego, estão sendo construídas 25 casas que vão ser postas para alugar. Cada uma, com quarto, sala, banheiro e cozinha, usará 7.800 garrafas plásticas.

A tecnologia de "garrafa-tijolo" começou há cerca de nove anos na Índia e na América Latina. Ela se mostrou eficiente em termos de custos e uma alternativa mais ecológica comparada aos tijolos convencionais.

Yahaya Ahmed, da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis, calcula que uma casa feita de garrafas custa um terço do que custaria uma feita de concreto e tijolos.

"Areia compactada dentro de uma garrafa é quase 20 vezes mais resistente do que tijolos. Planejamos construir, inclusive, um prédio de três andares", disse ele.

As casas de areia são ainda uma boa alternativa para o clima quente da Nigéria, já que o material ajuda a manter as temperaturas mais baixas nos interiores.

Elas ainda são à prova de balas, o que pode ser um atrativo em partes menos seguras do norte do país.

As construções utilizam alicerces de concreto para garantir a estabilidade, e a areia é peneirada para que seja compactada.

"A peneiração remove as pedras que não passariam pela boca da garrafa", diz Dolly Ugorchi, treinado para este tipo de construção.

Mas alguns se dizem preocupados com a quantidade de areia usada nas novas casas.

"Meu medo é que este método de construção vai levar ao aumento do preço da areia", disse Mumuni Oladele, pedreiro na cidade de Lagos.

"No momento, as pessoas cavam em qualquer lugar por areia. Você pode imaginar o que vai acontecer quando a demanda por areia crescer para a construção de casas de garrafa."

ESCOLA

Segundo a empresa de pesquisa de mercado internacional Zenith, a maioria da água na Nigéria é vendida em pequenos sacos de plástico, mas o mercado para água engarrafada cresce e representa entre 20% e 25% das vendas, ou cerca de 500 milhões de litros por ano.

Isto significa que as garrafas plásticas são um artigo procurado no país, onde elas são usadas para armazenagem ou por vendedores de rua para comercializar produtos como amendoim.

As garrafas para as casas são fornecidas por restaurantes, hotéis, residências ou embaixadas estrangeiras.

O projeto espera também ajudar as crianças que não frequentam escolas a sair das ruas.

"Não quero ser um mendigo, quero trabalhar e ser pago. Por isso faço este trabalho", afirma Shehu Usman, 15, que faz casas de garrafa. "Quando crescer, quero construir uma casa de garrafas para mim."

Após a construção de 25 casas de garrafas, o próximo projeto da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis é a construção de uma escola para as crianças de rua da região.

Fonte: da BBC Brasil. Folha.Com. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1004050-casa-de-garrafa-e-areia-vira-atracao-na-nigeria.shtml>. Acessado em: 15 nov 2011.

Divisão do Pará não deve reduzir desmate, avaliam pesquisadores

A potencial divisão do Pará em três estados menores não deve trazer melhorias no campo ambiental - se não trouxer pioras -, avaliam especialistas ouvidos pelo Globo Natureza. Está marcado para 11 de dezembro o plebiscito em que os eleitores paraenses poderão opinar sobre a divisão do Pará, com a criação de dois novos estados, Carajás e Tapajós.

Se aprovados, Carajás e Tapajós herdariam importantes problemas ambientais. Ali estão alguns dos municípios com maior desmatamento na Amazônia Legal, como Altamira, Pacajá, Novo Progresso, Novo Repartimento e São Félix do Xingu, todos integrantes da lista prioritária para o combate à devastação montada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Um dos argumentos para a cisão do Pará é que as regiões do interior não são bem atendidas pelo governo estadual, já que o estado é muito grande. Osvaldo Stella, coordenador do programa de mudanças climáticas do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), concorda que falta presença do Estado no interior, mas ressalta que a maior parte das ações de “comando e controle” (fiscalização ambiental) em áreas que pertenceriam a Tapajós ou Carajás são executadas pelo governo federal.

Desmatamento ilegal de 12 km²  descoberto em junho deste ano em Altamira, que ficará no estado do Tapajós se a divisão do Pará for levada a cabo. (Foto: Divulgação/Ibama)

Por isso, a criação dos novos estados não implicaria necessariamente numa maior atenção das autoridades locais para as derrubadas ilegais. “O risco que corremos é replicar um modelo deficiente. E só multiplicar o que temos agora”, aponta.

Adalberto Veríssimo, pesquisador-sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), considera que os grupos políticos que impulsionam as campanhas para desmembramento de Carajás e Tapajós tendem a favorecer o desmatamento em nome da geração de renda.

“A tendência é piorar, se ocorrer a divisão. Carajás já tem desmatamento muito expressivo, vai concentrar a violência e o desmatamento. O cenário é cinzento”, avalia. “Tapajós tem focos de desmatamento, como Novo Progresso e a região da Terra do Meio, mas ainda é uma área com muita floresta. Suas lideranças também tendem a favorecer as agendas pró-desmatamento”.

Veríssimo explica que o estabelecimento dos novos estados cria apenas mais despesas, e não novas receitas. Seu temor é que, como já vem acontecendo historicamente na Amazônia, se busque no desmatamento a fonte de recursos para sustentar as novas estruturas estaduais.

É o modelo chamado de “boom-colapso”: derruba-se a floresta, gerando renda para poucos proprietários de terra e, uma vez devastada a floresta, não há uma alternativa econômica verdadeiramente sustentável para a população.

Stella nota que por trás desse modelo há um paradigma falso de que é necessário desmatar para expandir a agricultura: “Isso não é verdade. O desmatamento é uma forma de apropriação do território. Derrubar, vender madeira e fazer pasto de baixa produtividade é um desastre para o país, economicamente”.

Na opinião de Veríssimo, apenas na parte remanescente do estado do Pará a situação seria melhor, já que ali o governo demonstrou ser de uma linha contrária à devastação. “A liderança política de Belém é onde há maior esforço e consciência contra o desmatamento (dentro do Pará atual”, diz.

Fonte: BARBOSA, Dennis. G1. Globo Natureza. Disponível em:<http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/11/divisao-do-para-nao-deve-reduzir-desmate-avaliam-pesquisadores.html>. Acessado em: 14 nov 2011.

A divisão do Pará passa por Belém do Pará.

Nós já estivemos em Belém do Pará no Congresso de Zoologia e pudemos ver a diferença social que existe em relação a outros estados Brasileiros. Belém do Pará com as suas peculiaridades é  outro Brasil. Lá a chuva cai mais densa e molha de forma pesada. As comidas típicas são servidas na rua, misturadas  a cheiro de terra.  Belém do Pará possui  um centro de convenções lindo onde carpas passeiam de um lado para outro dando vida a todo aquele concreto.

O Jardim Botânico é fantástico com suas plantas e árvores da Amazônia, assim como as avenidas largas. Tem também os mesmos problemas de Sampa, um trânsito infernal, e um calor que chega a fritar ovo no asfalto. Cansou , tem um Shopping.

Belém do Pará tem pessoas lindas. Uma cor tipicamente brasileira, perdida em meio a nossa colonização.

Já pensou se pudéssemos dividir Sampa em vários estados?

Querem começar a dividir para degradar!!

O que você acha disso?

Nós precisamos cuidar de nossos recursos naturais

Vamos ficar de olho!!