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Arquivos do Mês: agosto 2011

Mudanças no clima também afetam a saúde mental, alerta estudo

Estresse nos adultos, angústia nas crianças: as mudanças climáticas também podem afetar a saúde mental das pessoas, alerta um estudo publicado nesta segunda-feira por um instituto de pesquisas australiano, para o qual este tema ainda é muito pouco estudado. "Os danos causados pelas mudanças climáticas não são só físicos. O passado recente mostra que os eventos climáticos extremos trazem também sérios riscos para a saúde pública, inclusive a saúde mental e o bem-estar das comunidades", destacou este estudo, realizado pelo Instituto do Clima, uma entidade australiana. Ao comparar fenômenos climáticos, como secas e inundações observados nos últimos anos em algumas regiões da Austrália, o estudo constata que "a comoção e o sofrimento provocados por um evento extremo pode persistir durante anos". Uma parte significativa das comunidades atingidas por episódios como estes --uma pessoa em cada cinco-- vai sofrer os efeitos do estresse, de danos emocionais e desespero, estimou o Instituto do Clima. Segundo o organismo, o abuso de álcool pode ocorrer após eventos climáticos extremos e alguns estudos estabelecem inclusive um vínculo entre ondas de calor, secas e taxas de suicídio mais elevadas. As crianças parecem particularmente vulneráveis à ansiedade e à insegurança geradas pela incapacidade dos adultos de lutar contra o desequilíbrio climático. Embora haja vários estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas em termos econômicos, existe uma lacuna sobre as "consequências das mudanças climáticas para o bem-estar e a saúde humana", constatou Tony McMichael, professor de saúde pública da Universidade Nacional Australiana. "Este é um ponto cego sério, limita nossa visão de futuros possíveis e da necessidade de uma ação eficaz e urgente", acrescentou, ao introduzir este estudo que, segundo ele, "vai nos ajudar a compreender a 'face humana' das mudanças climáticas". O universo é um. Torna-se cada vez mais claro a influência que os acontecimentos têm perante o ser humano. Precisamos da harmonia do nosso meio ambiente para vivermos em harmonia. O Planeta Terra é um organismo vivo e como nós passa por intempéries. Pare e analise a natureza com o seu próprio ser: dia de sol, de tempestades, de marasmo ou agitação. Assim são os seres. E tudo o que vive deve ser preservado! Abraços, Equipe Camiseta Feita de PET __________________ Fonte: PRESSE, France. Folha.com. Equilíbrio e Saúde. Mudanças no clima também afetam a saúde mental, alerta estudo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/967163-mudancas-no-clima-tambem-afetam-a-saude-mental-alerta-estudo.shtml. Acessado em 30 ago 2011.

Missão: fazer a diferença no mundo

Silvia Prado, 39 anos, é consultora de e-commerce. Vanda Ferreira, 49, é microbiologista. Mas nem uma profissão nem outra as motivam tanto quanto o objetivo de fazer a diferença no mundo.

Essa história de "fazer a diferença" da qual elas não se cansam de falar começou na época da faculdade de Silvia. Um texto de autor desconhecido que corre a internet, intitulado "A bronca mais dura que levei", foi apresentado em sala de aula por um professor. A partir daí, Silvia não teve mais dúvida: queria fazer parte dos 5% da sociedade que, segundo o texto, consegue fazer a diferença no mundo.

Um dia, no salão de cabelereiro, Silvia conheceu Vanda e a contagiou com sua vontade de criar um projeto que a levasse a alcançar o objetivo dos 5%. Vanda topou e elas se tornaram sócias no "Eu faço a diferença no mundo", proposta que começou com a venda de camisetas feitas a partir de garrafas pet.

Hoje elas conduzem uma confecção na Vila Alpina, zona leste de São Paulo. Recebem o fio produzido a partir da reciclagem de garrafas plásticas e o enviam para a tecelagem. Com a malha pronta em mãos, fazem o corte e encaminham as peças para um grupo de costureiras de uma comunidade carente. No retorno à fábrica, que emprega quatro pessoas, estampam, etiquetam e embalam.

Vendem as camisetas pela internet e em feiras pelo Brasil a fora. Querem bastante divulgação da ideia que tiveram e dos benefícios inerentes a ela. "Você não veste apenas uma camiseta, você veste um conceito. Está tirando duas garrafas do meio ambiente", justifica Vanda.

A partir da propagação desse trabalho, elas esperam conseguir parceiros para dar o start em dois outros trabalhos, a partir de agora, sem fins lucrativos. Um deles é um abrigo para moradores de rua e seus animais de estimação. "Os abrigos em São Paulo não aceitam os cães dos moradores de rua e muitos não vão para esses lugares para não abandonarem os animais", afirma Silvia. A outra proposta é criar um portal de educação à distância para pessoas que não podem pagar um curso de idiomas, design ou artesanato, isso só para citar alguns.

São projetos sociais no aguardo de material humano que encampe a ideia, considerada por elas um sonho possível. "Se você tem um sonho, tem que correr atrás, e o nosso é fazer a diferença no mundo", afirma Silvia.

"Eu faço a diferença no mundo"

Como colaborar com o projeto: comprando camisetas, divulgando a ideia e tornando-se parceiro voluntário na criação e funcionamento do abrigo e do portal de educação à distância. Este, por exemplo, vai precisar de professores que possam doar algumas horas de sua força de trabalho. Mais informações em: Camiseta Feita de Pet Telefone de contato: (11) 2084-2680

Assista ao vídeo: Fazendo a Diferença no Mundo

Matéria postada no blog Terra das Boas Ideias. Fonte: Terra das Boas Ideias. Missão: fazer a diferença no mundo. Disponível em: http://terradasboasideias.blogspot.com/2011/08/missao-fazer-diferenca-no-mundo.html. Acessado em 30 ago 2011.

Mata Atlântica perdeu 312 km² de 2008 a 2010, diz Inpe

São Paulo - A Mata Atlântica perdeu 31.195 hectares com desflorestamento entre 2008 e 2010, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica. A área desmatada soma 311,95 quilômetros quadrados, o equivalente quase ao tamanho de Belo Horizonte (330 quilômetros quadrados). Segundo o levantamento, esse resultado apresenta uma diminuição de 55% na taxa média anual de desmatamento, comparado com o período anterior analisado, de 2005 a 2008.

De acordo com Márcia Hirota, diretora de gestão do conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do levantamento, a diminuição no ritmo do desmate pode ser explicado pelo avanço da legislação, com a lei L1.428, homologada em 2008, que define o conceito e a incidência de Mata Atlântica e regulamenta sua exploração. "A queda também pode ser atribuída ao trabalho dos órgãos de fiscalização e pela maior consciência da população", disse ela.

O Estado que mais sofreu com o desmatamento da Mata Atlântica foi Minas Gerais, que perdeu 12.467 hectares no período de 2008 a 2010, o equivalente a 39,9% do total. Em seguida estão a Bahia, com 7.725 hectares, Santa Catarina, com 3.701 hectares, e o Paraná, com 3.248 hectares.

Na avaliação de Márcia Hirota, a ação das motosserras nos Estados de Minas Gerais e Bahia pode ser explicada pela derrubada da mata para a produção de carvão, seguida pelo plantio de eucalipto. Além disso, a região afetada pelo desmatamento nesses Estados fica no limite com outros biomas, como o cerrado e a caatinga, o que flexibiliza a aplicação da lei de exploração.

No ranking dos municípios com maior índice de desmatamento estão Ponto dos Volantes, Jequitinhonha e Pedra Azul, todos em Minas Gerais. Em seguida aparece Andaraí, na Bahia. A cidade paulista com maior incidência de desmatamento foi Bertioga, na Baixada Santista, por conta da expansão imobiliária da Riviera de São Lourenço, segundo explicou Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica. Ele destacou a perda de 800 hectares de mangue no município de Ipojuca, em Pernambuco, em razão das obras do Porto de Suape, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O levantamento sobre a Mata Atlântica, divulgado hoje na capital paulista, foi feito a partir da comparação de imagens de satélites do Inpe e pelo trabalho de campo dos pesquisadores, que avaliam as causas do desmatamento no local. A pesquisa não detecta o chamado "desmatamento formiga" (áreas menores que três hectares). "Isso nos leva a crer que a pesquisa subestima o desmatamento", disse Márcia.

O levantamento foi feito em 16 dos 17 Estados que possuem Mata Atlântica no Brasil. Eles estão situados na faixa leste do País, do Ceará ao Rio Grande do Sul. A pesquisa não fez o mapeamento no Piauí porque faltam critérios técnicos para definir a incidência dos biomas na região. Hoje, no Brasil, restam apenas 11,62% da cobertura original de Mata Atlântica.

Fonte: UOL Ciência e Saúde. Mata Atlântica perdeu 312 km² de 2008 a 2010, diz Inpe. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2011/05/26/mata-atlantica-perdeu-312-km-de-2008-a-2010-diz-inpe.jhtm. Acessado em 26 ago 2011

Fenômeno El Niño duplica risco de guerra civil, diz estudo

WASHINGTON (Reuters) - O fenômeno climático El Niño, que espalha ar seco e quente pelo planeta a cada quatro anos, em média, duplica o risco de guerras civis em 90 países tropicais, disseram pesquisadores nesta quarta-feira.

E como os padrões do El Niño podem ser previstos com até dois anos de antecedência, os cientistas sugeriram que suas descobertas poderiam ser usadas para ajudar na preparação para alguns conflitos e crises humanitárias causados por essa alteração no clima.

Historiadores e especialistas no assunto observaram sinais de que mudanças no clima foram a causa de conflitos e do declínio de sociedades no passado, mas este é o primeiro estudo a quantificar a ligação entre o calor do El Niño, as secas que provoca e levantes em países mais afetados por ele.

Cientistas disseram à revista Nature que entre 1950 e 2004 um de cada cinco conflitos civis foram influenciados pelo El Niño.

O fenômeno começa como uma grande extensão de água quente na parte tropical do Pacífico e influencia o clima mundial e o tempo na África, Oriente Médio, Índia, Sudeste da Ásia, Austrália e Américas.

Segundo um dos autores do estudo, Kyle Meng, da Universidade de Columbia, nos EUA, o fenômeno pode causar grandes perdas nas lavouras e o aumento de desastres naturais, como furacões, e da disseminação de doenças infecciosas.

"Esses fatos podem resultar em aumento na desigualdade de renda... e efeitos no mercado de trabalho", disse Meng, em contato telefônico. "Isso provoca crescente desemprego, o que torna um pouco mais atraentes as oportunidades de combater."

Normalmente também fica mais difícil para os governos imporem a lei durante graves problemas climáticos, disse ele. Os pesquisadores constataram notável relação entre os padrões do El Niño e agitações civis no Peru, em 1982, e no Sudão, em 1963, 1976 e 1983.

Entre outros países onde se verificou forte conexão entre violência e El Niño estão El Salvador, Filipinas e Uganda, em 1972; Angola, Haiti e Mianmar em 1991; e Congo, Eritreia e Ruanda em 1997.

Os pesquisadores tomaram como referência guerras civis porque depois de 1950 elas representaram de 80 a 90 por cento de todos os conflitos.

Cerca de 40 por cento dos conflitos registrados iriam provavelmente ocorrer de qualquer maneira, mas os rigores do El Niño tornaram mais provável a irrupção de violência e, algumas vezes, fizeram com que emergisse mais cedo. Os países mais pobres foram os mais propensos aos problemas.

Os cientistas fizeram correlações entre os padrões do El Niño de 1950 a 2004 e confrontos civis que mataram mais de 25 pessoas em determinados anos, num total de 175 países e 234 conflitos, dos quais metade causaram mais de mil mortes.

Nações com o clima afetado pelo ciclo do El Niño tiveram 6 por cento de probabilidade de guerra civil quando o clima se tornava seco e quente. Quando o fenômeno mais frio e úmido do fenômeno La Niña prevalecia, o porcentual de risco caía pela metade (3%), disseram os cientistas.

Fonte: ZABARENKO, Deborah. O Globo. Reuters/Brasil On Line. Fenômeno El Niño duplica o risco de guerra civil, diz estudo. Disponível em: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/08/24/fenomeno-el-nino-duplica-risco-de-guerra-civil-diz-estudo-925196083.asp. Acessado em 25 ago 2011.

Consumo Consciente

Algumas atitudes simples podem fazer a diferença no volume de lixo produzido. Além de preservar o ambiente, mudar certos padrões de consumo também traz benefícios para o seu bolso.

Eletrodomésticos e eletrônicos

Ao substituir computadores, eletrodomésticos e celulares, lembre-se que conhecidos, instituições de ensino, ONGs e bazares beneficentes podem se beneficiar desse material.

Lixo orgânico

Se você tem plantas em casa, transforme o lixo orgânico em adubo. Acomode o resto de comida em um recipiente, revolva e  umedeça o material e adicione serragem ou folhas secas. O adubo é obtidoapós dois ou três meses. Se houver cheiro desagradável por causa da decomposição, jogue cal, que corrige o processo de acidificação. Caso você more em apartamento e por isso não tenha espaço para colocar o recipiente, reúna-se com seus vizinhos e monte, com eles, uma composteira na parte externa do prédio.

Papel

Prefira usar papel reciclado. Cada brasileiro gasta, em média, duas árvores com o papel que utiliza anualmente. Se esse papel fosse reutilizado ou enviado para reciclagem, a cada ano, uma árvore e meia seria poupada. Também seriam economizados 2.000 litros de água e 120 litros de petróleo. Caso 10 milhões de brasileiros fizessem o mesmo, 15 milhões de árvores seriam poupadas, além de uma quantidade de água suficiente para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes e 1,2 bilhão de litros de petróleo.

Tinta para impressão

Cada cartucho de tinta requer o uso de cinco litros de petróleo em sua fabricação e demora cerca de 50 anos para se degradar nanatureza. Por isso, vale a pena usar cartuchos reciclados.

 

Embalagens

Ao comprar produtos não-perecíveis, dê preferência às embalagens maiores ou a granel, assim como às linhas que contam com refil. E lembre-se que sempre é possível fazer novo uso de embalagens PET e frascos de vidro, antes de descartá-los.

No futuro, os chamados bioplásticos ? plásticos obtidos a partir da cana-de-açúcar e de outras substâncias de origem vegetal ? deverão substituir as embalagens existentes. Eles possuem a vantagem de ser provenientes de fontes renováveis. Enquanto isso não ocorre, trocar os sacos de plástico pelos de papel é uma opção.

Desodorante pessoal e de ambiente

O mercado ainda fabrica alguns desodorantes em aerossol que emitem clorofluorcarbono ? CFC ? um gás que destrói a camada de ozônio (responsável pela filtragem de raios solares nocivos à saúde, como o ultravioleta). Portanto, repare se o rótulo contém a frase ?sem CFC?.

Detergente

Utilize sempre produtos de limpeza biodegradáveis, ou seja, que podem ser destruídos pelos microorganismos existentes na água. Ao adquirir produtos químicos, verifique se a embalagem é reciclável e se o rótulo possui informações sobre a composição química e o fabricante. Evite produtos com cloro, formaldeído e solventes derivados de petróleo (tricloroetileno, metileno, benzeno, nitro-benzeno etc), que podem poluir o solo, o ar e a água.

Grande parte dos detergentes disponíveis no mercado também possui fosfatos em sua formulação, substâncias que, ao atingir rios e lagos, levam ao crescimento exagerado de algas que consomem o oxigênio da água. Aos poucos, os fosfatos vêm sendo substituídos por carbonato e silicato de sódio, menos nocivos ao ambiente.

Uma alternativa ecológica ao detergente é usar o sabão em pedra dissolvido previamente em água quente. O produto é atóxico, fabricado a partir de matérias-primas renováveis (óleos e gorduras) e biodegradável.

Água sanitária

A água sanitária é composta de cloro, substância que ameaça animais e microorganismos presentes no solo e nos rios, onde é despejada. Procure trocar o produto pelo vinagre (que ajuda a desengordurar) e bicarbonato de sódio. Se o objetivo for branquear suas roupas, deixe-as ensaboadas com sabão de coco no sol, ou coloque-as de molho na água com meio copo de bórax (substância atóxica encontrada em farmácias).

Sabão em pó

Quanto maior o efeito branqueador do sabão em pó, maior o dano à natureza. Também possui fósforo em sua composição, para neutralizar o cálcio e o magnésio e melhorar a sua eficiência. Prefira o sabão em pó de coco, ou as marcas que não contêm fosfatos.

Desinfetante

A maioria dos desinfetantes tem efeito tóxico para o meio ambiente. Você pode fazer um produto natural para limpar seu banheiro.

Fonte: UOL. Ciência e Saúde. Consumo Consciente. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ambiente/lixo/consumo.jhtm . Acessado em 24 ago 2011