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Arquivos do Mês: fevereiro 2011

Falta de investimento nos jovens pode anular conquistas na infância, diz Unicef

A população brasileira de adolescentes cresceu exponencialmente nas últimas décadas. Hoje, são 57 milhões de jovens com menos de 18 anos, cerca de 30% do total de habitantes do país. As regiões Sudeste e Nordeste concentram mais da metade dos jovens de 10 a 19 anos, com 38,5% e 31% cada uma, respectivamente. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Unicef e constam do relatório Situação Mundial da Infância 2011 – Adolescência: Uma fase de oportunidades. De acordo com o estudo, para conseguir atender às necessidades específicas dessa faixa etária, em especial dos 38% que vivem em situação de pobreza, é preciso investir mais fortemente em políticas públicas para os adolescentes, que ficam perdidos em meio a programas que focam prioritariamente na primeira fase da infância, como mortalidade infantil e acesso à educação primária.

 “No Brasil, as reduções na taxa de mortalidade infantil entre 1998 e 2008 significam que foi possível preservar a vida de mais de 26 mil crianças. No entanto, no mesmo período, 81 mil adolescentes brasileiros, entre 15 e 19 anos de idade, foram assassinados e mais de 70 milhões de adolescentes em idade de freqüentar os anos finais do ensino fundamental estão fora da escola”, ressalta o documento.

 Para que os avanços históricos obtidos nos programas voltados às crianças sejam consolidados, é preciso garantir acesso à educação de qualidade, saúde e proteção aos adolescentes. Segundo o relatório, é nessa fase da vida que as injustiças sociais impedem que os jovens mais pobres e vulneráveis continuem a estudar, por exemplo.

 Falta de oportunidades educacionais e profissionais, mortes violentas, relações sexuais precoces e desprotegidas, HIV/Aids e trabalho infantil são algumas das situações que impedem que os adolescentes desenvolvam suas capacidades na transição para vida adulta, ressalta o estudo.

 No Brasil, as oportunidades de inserção social ainda são insuficientes e colocam os adolescentes em situação de desemprego e subemprego e favorecem a violência e a redução dos níveis de qualidade de vida. Ao mesmo tempo, mudança climática, incerteza econômica, globalização e tendências demográficas formam um cenário incerto para adolescentes no mundo todo.

O quadro é ainda pior para jovens negros, que chegam a ter 70% mais chances de ser pobres que os brancos, segundo o relatório. Na região Amazônica, quase 57% das crianças e adolescentes são afetados pela pobreza. No semiárido, esse percentual é de 67,4%.

 Isso quer dizer que as políticas públicas precisam levar em consideração a pluralidade de sociedade brasileira, com dimensões que vão além da idade, como a renda, a condição pessoal, o local de moradia, o gênero, a raça e a etnia, para dar conta do problema.

 Fabiana Uchinaka Do UOL Notícias Em São Paulo

   

Cuidando da vida no planeta

Recentemente foi lançado pela FTD, o livro “Cuidando da vida no planeta” do autor Fernando Carraro. O livro aborda temas como Ecologia, Efeito estufa, Aquecimento global e Biocombustíveis de forma clara e com assuntos vividos na atualidade e tem como tema transversal a ética. É uma obra indicada para crianças de 8 a 13 anos.

Para nossa empresa é um orgulho fazer parte desse livro, que é uma verdadeira lição de cidadania e preocupação com o meio ambiente. Nós estamos contribuindo para um mundo melhor, de forma ética e focada em relações comerciais justas.

Falando sobre aquecimento global há uma menção na página 37, onde consta a nossa camiseta Eu amo reciclar, com a seguinte legenda: “Por meio da reciclagem, a garrafa pet volta a ser matéria prima para a fabricação de inúmeros produtos, com tecidos. A camiseta feita da foto foi feita com tecido fabricado de fibras sintéticas obtidas de garrafa pet”

Mais um passo em função de educação ambiental.

Onde encontrar a camiseta? Em nossa loja www.camisetafeitadepet.com.br

Onça Anhanguera recupera-se de atropelamento e adapta-se à floresta

Depois de pouco mais de um mês vivendo em um recinto em meio à mata fechada, o Anhanguera, jovem macho de onça-parda atropelado na rodovia Anhanguera, situada em São Paulo, em setembro de 2009, supera mais um desafio ao alcançar seu pleno restabelecimento e comprovar que nunca perdeu seu extraordinário instinto de felino selvagem.

Em um recinto construído em meio à floresta, o Anhanguera se adapta às condições de um ambiente natural, onde seu comportamento é monitorado 24 horas por dia por meio de três câmeras colocadas estrategicamente no local. Esse processo denominado “soft release” possibilita uma maior adaptação do animal ao ambiente natural antes da sua soltura. É inédito no Brasil envolvendo uma suçuarana e só pôde ser realizado graças ao projeto Guardiões da Mata por meio da parceria com a CCR AutoBAn e de as suas contratadas Converd e Vilhena, além da Tetra Pak.

Segundo Cristina Harumi Adania, veterinária e coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, e Jairo de Cássio Pereira, biólogo e tratador exclusivo do Anhanguera, durante todo o processo de reabilitação não será possível soltar o animal nas proximidades do local onde foi capturado porque se concluiu, após profunda avaliação, que aquela área sofreu intensas modificações com a urbanização, principalmente com a construção de grandes condomínios, isto é, os animais perderam o espaço que antes era compartilhado com algumas pessoas.

A onça também recebeu um colar que permitirá, através da técnica de telemetria, monitorar seus passos quando voltar definitivamente à natureza. Isso garantirá a compilação de informações importantes para preservação não só da onça, mas também de outras espécies de animais da região, onde será realizado o monitoramento.

Processo de reabilitação durou aproximadamente um ano Anhanguera chegou ao Centro Brasileiro para Conservação dos Felinos Neotropicais, sediado na Associação Mata Ciliar em Jundiaí, SP, quando tinha cerca de 10-12 meses, período em que a espécie começa a se separar da mãe para procurar pelo seu próprio território. Devido ao impacto do acidente, o Anhanguera teve várias escoriações, estava muito magro e apresentava uma fratura de um dente canino, imprescindível para a sobrevivência de um exímio caçador.

Durante o processo de reabilitação ele ficou sob observação constante, por meio de uma câmera colocada no recinto que o isolava completamente do contato humano. Nesse período, o Anhanguera recuperou-se completamente da cirurgia no dente, ganhou peso, explorou todo o local e mostrou seus instintos, inclusive, aquele de se manter afastado da presença humana.

Nas boas mãos da natureza A completa reabilitação do Anhanguera significa muito para os participantes do projeto - técnicos, tratadores, padrinhos, voluntários, estagiários, empresas guardiãs e parceiras da Mata Ciliar. “Se por um lado o Anhanguera provou que já é dono do próprio nariz, por outro lado, podemos contar agora com a maior aliada, ele estará nas boas mãos da natureza” afirma Cristina.

A saga da onça Anhanguera ainda não acabou e para a equipe da Associação Mata Ciliar ela simboliza a luta pela conservação da biodiversidade. “A nossa expectativa é grande para que ela agora retome a sua vida livre, cumpra com o seu papel na cadeia ecológica, retorne à natureza de onde ela nunca deveria ser sido bruscamente retirada”, completa o biólogo Pereira.

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial

A importância do Educador Ambiental

As crianças passam grande parte do seu tempo nas escolas. Na escola elas aprendem a conviver em sociedade, a crescer como ser humano, a dividir e respeitar e estudam as matérias que são impostas pela grade curricular. Qual o papel do educador?

Não podemos transportar para a escola a responsabilidade de educar os filhos, mas podemos esperar que a escola cumpra o seu papel de formar cidadãos dispostos a viver num mundo melhor e nesse contexto o educador torna-se chave importante do processo de transformação do indivíduo.  Sabemos que sem educação ambiental, estamos perdendo a oportunidade de conviver com um mundo melhor.

O educador mostra as atitudes a serem tomadas. Quem nunca se encantou pela atitude de um professor?  O educador mostra os caminhos, ensina a fazer separações, e mostra que é possível viver num mundo melhor, respeitando as pessoas e tudo o que faz parte o meio ambiente.

É do educador a função de mudar comportamentos através de reflexões diárias e contínuas. A Educação Ambiental não se restringe a separação de lixo e a importância da racionalização da água que pode acabar. É do Educador a responsabilidade de interação com a natureza, essa interação que traz o conhecimento, e o homem só destrói aquilo que não conhece.   Acredito mesmo que a Educação Ambiental só será aplicada quando os educadores, se conscientizarem da sua importância como agentes transformadores e começarem a misturar a prática com a teoria, que nesse caso consiste em tirar os alunos da sala de aula, os levando a conhecer e interagir com o meio ambiente.

Opinião: Crianças precisam ter tempo para brincar e descansar

Pais enchem a agenda dos filhos de aulas de inglês, balé e natação.  Não adianta ter muitas atividades sem tempo para aprender sobre elas.

 Começo de ano é sempre aquela animação. As pessoas ficam procurando coisas para fazer. Sentem que não aproveitaram bem o ano que passou e tentam recuperar o tempo perdido. Ou, então, resolvem dar um rumo diferente para suas vidas, entupindo suas agendas com as mais diferentes atividades. Têm aqueles que fazem listas de prioridades. São tantas, que se torna impossível realizar todas. As crianças também entram nessa: papai e mamãe resolvem que é hora de se mexer e, além dos compromissos escolares (cada vez mais volumosos), acabam por fazer esportes, outra língua, curso disso e daquilo. Não sobra tempo para mais nada. Nem para brincar. Com isso, as famílias têm que montar esquemas mirabolantes. Afinal, os compromissos dos pequenos envolvem transporte, ou seja, alguém que os leve. As vezes, uma atividade é tão na sequência de outra, que não dá nem tempo de parar para tomar um lanche. Esse acaba sendo feito no carro. Muitos pais se preocupam em preparar os filhos o máximo que puderem. Sabem que o mercado de trabalho é competitivo, sendo necessário dominar mais que uma língua estrangeira (alguns já estão aprendendo o mandarim). Cuidar da saúde é fundamental. O sedentarismo tem que ser combatido. Dá-lhe esporte na criançada. Sem contar que muitos insistem que o filho faça alguma atividade física, já de olho em algumas possíveis gordurinhas, pouco aceitas para os padrões de beleza atuais. Sem dúvida, muitas preocupações são pertinentes. Mas, naquela de preparar e prevenir coisas, os pequenos são atulhados de atividades, perdendo-se de vista de que são apenas crianças. Falta-lhes tempo para fazer as coisas que uma criança deveria fazer. Brincar, por exemplo, algo que deve ser diário. Principalmente para os menores. Brincar é uma forma da criança organizar as coisas que vivencia, dando um sentido a elas. Não é algo inócuo. É no brincar que a imaginação da criança é estimulada, algo importante para o desenvolvimento da criatividade e, consequentemente, da inteligência. Assim, como, é importante uma sonequinha extra durante o dia. Momento que serve para descansar e ter mais energia para outros aprendizados. Como o adulto. Nada como um descanso para dar continuidade a um relatório que não saia do lugar. Não adianta nada as crianças terem muitas atividades, se não lhes sobra tempo para digeri-las. E incorporar o aprendizado delas ao seu repertório. Muitos pais têm se questionado sobre esse assunto. Nem sempre sabem como dosar tantos compromissos dos filhos. Penso que a primeira pergunta que devem fazer é: o que os pequenos gostariam realmente de fazer? Isso pode ser mais fácil de identificar no esporte. Muitos pais exigem natação. Nem sempre é o que lhes agrada. Ouvi-los, pode tornar uma obrigação mais gostosa. Uma modalidade pode ser o suficiente para uma criança. Não podemos esquecer o quanto pulam o dia inteiro. Quanto ao ensino de um outro idioma, ainda o inglês parece o mais adequado nos dias de hoje. Escolher uma escola com um bom projeto na área (hoje em dia, algumas já começam na pré-escola), pode facilitar e deixar seu aprendizado extra para mais tarde. E assim, sobrar tempo para uma outra atividade que a criança queira fazer. Outra pergunta importante é como as atividades vão mexer no dia a dia da família, que terão que levar e buscar. Muita complicação, com o passar do tempo, pode tornar essas atividades um fardo para os pais, desestimulando a criança. Mas o principal mesmo é saber o quanto de tempo tem sobrado para o filho exercer o que realmente é adequado para sua idade, ser criança. Essa atividade tem que ter um lugar especial em sua agenda. Sem isso, as outras coisas perderão muito de seu valor. (Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga) Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/opiniao-criancas-precisam-ter-tempo-para-brincar-e-descansar.html