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Arquivos do Mês: março 2010

O que é mesmo necessário?

Vivemos num mundo extremamente consumista. Qual o ser humano quem não comete  um pecado ao encontrar um objeto de desejo e decide comprá-lo sem planejamento, apenas para satisfazer o ego?

Há algum tempo atrás andando pela net, vi uma matéria que dizia que atualmente com o avanço tecnológico, os produtos eram fabricados para serem  trocados por um modelo novo em até 6 meses. Imagina o que Ford pensaria disso hoje ?

Eu fico perplexa , porque mesmo tendo 37 anos, uma jovem no começo da vida, sou do tempo em que não se desperdiçava nada. Que construíamos brinquedos, e que o vídeo cassete era um desses sonhos de consumo. Mas o mundo mudou e esse consumismo desenfreado traz grandes conseqüências ambientais para a nossa geração.

Tem um texto que eu recebi há pouco, nos faz pensar o que é realmente necessário...

 O Supérfluo e o Necessário

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.

Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição

Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.

Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.

Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.

Uns queriam silêncio; outros, ouvir.

Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.

Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.

(Chico Xavier)

História do Dia Mundial da água

História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Congresso de Medicina Tropical ( Medtrop2010) em Foz do Iguaçu : a camiseta de pet estava lá.

Estivemos no Congresso de Medicina Tropical na cidade de Foz do Iguaçu, que aconteceu de 14 a 18 de março no BOURBON CATARATAS RESORT & CONVENTION CENTER, um lugar magnífico e que foi palco de várias discussões, palestras, conferências e mesas redondas, tendo como tema principal as Mudanças Ambientais e as Doenças Tropicais.

Como sempre acontece nos Congressos das mais diversas áreas, pudemos trocar conhecimento com pessoas de todos os cantos de nosso país. Tinha muita gente de Belém ( daqui a pouco estamos chegando ai de novo) que ficamos impressionadas. Belém mostra que está indo ao encontro do conhecimento e da transformação. Pudemos mostrar mais uma vez para mais de 2000 congressistas o nosso trabalho e com certeza plantamos mais algumas sementinhas.

Ficamos encantadas com a cidade, muito organizada, limpa e cheia de belezas naturais. Visitamos uma praia artificial e como turistas andamos no macuco (se um dia você visitar Foz é o passeio essencial).

A sensação de ver e sentir as Cataratas de tão perto não tem como explicar. Só vendo e vivendo.

É isso, a camiseta de pet foi para vários cantos do país com as Marias, Isabelas, Douglas, e vários outros que mesmo que não lembremos o nome, podem ser classificados de “os que estão fazendo a diferença no mundo”.

Indústria terá que dar destino a pneus sem utilidade.

Navegando na internet, vimos há pouco a notícia de que agora é lei que a indústria tem que destinar  pneus fabricados e que não servem mais para consumo. Uma vitória para o meio ambiente.

Segue a matéria  extraida do portal  http://ultimosegundo.ig.com.br

Os fabricantes e importadores de pneus terão que dar destinação aos pneus sem utilidade a partir do próximo dia 31, segundo informações do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Instrução Normativa nº 01 do Ibama foi publicada na quinta-feira, 18, no Diário Oficial da União, com a finalidade de instituir os procedimentos necessários ao cumprimento da Resolução Conama nº 416/2009, sobre a coleta e destinação final de pneus inservíveis.

A partir do dia 31, as empresas importadoras e fabricantes de pneus novos com peso unitário superior a 2 kg terão 30 dias para comprovar, por meio de relatórios específicos no site do Ibama, a destinação adequada de pneus inservíveis. Os relatórios deverão ser preenchidos trimestralmente.

De acordo com a Instrução Normativa, os casos de importação como, por exemplo, admissão temporária, retorno de mercadorias e exportação temporária, são dispensados da obrigatoriedade. Importações realizadas por pessoa física onde o total importado seja igual ou inferior a quatro unidades por ano de pneus novos, e o peso de cada pneu não ultrapasse 40 kg, também são dispensados da regulamentação.

O objetivo da medida é dar uma destinação adequada aos pneus inservíveis e evitar que eles sejam jogados em rios e lagos, provocando assoreamento, ou que, abandonados, sirvam de abrigo para vetores de doenças, como a dengue. Somente no ano de 2009 foram fabricados 53,8 milhões e importados 21,8 milhões de pneus novo.

 

Pó ecologicamente correto

A empresa Natureza, de Shroeder (SC), está utilizando uma técnica que transforma resíduos industriais em um pó que não agride o meio ambiente. O efluente industrial, em vez de um problema para o meio ambiente, também pode virar lajotas, blocos e pisos de concreto.

 No início de janeiro, Antônio Ffocili, proprietário da empresa, descobriu que o pó poderia ser utilizados na fabricação de artefatos para a construção civil. Foram investidos R$ 8 milhões para implantar a técnica em sua empresa. O novo serviço triplicou o faturamento da Natureza que atingiu cerca de R$ 600 mil por mês. Neste período, a empresa "inertiza", como diz Ffocili, cerca de 6 mil toneladas de efluentes.

    Apenas 30% é transformado em material sólido, o resto evapora. O empresário procurava uma finalidade econômica para o material, que acumulava num galpão. Juntou cerca de 5 mil toneladas antes de encomendar uma pesquisa à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A universidade descobriu que o material tinha características próximas às do cimento. Foram produzidos blocos de concreto com o pó inerte substituindo 25% do cimento. Novos testes foram realizados e constataram que o produto cumpria as exigências das normas técnicas. (GM)