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Arquivos do Mês: agosto 2009

Feira de Artesanato tem camisetas feitas de garrafas pet

Fonte: http://www.gruponoticia.com.br

Entre objetos exóticos e curiosos vindos de todas as partes do mundo e que estão presentes na Feira Nacional e Internacional de Artesanato Mãos e Arte de Presidente Prudente, um produto de uso comum e diário de todos, e também exposto no evento, chama atenção pela preocupação com o meio ambiente: camiseta feita de garrafas pet.

Segundo Silvia do Prado, idealizadora do projeto “Eu faço a diferença no mundo”, que desenvolve os produtos da linha ecológica, cada camiseta é composta por duas garrafas pet. “Cada camiseta significa duas garrafas a menos jogadas no ambiente, o que diminui o lixo nas ruas, já que cada garrafa demora 450 anos para se degradar”, explica.

A vendedora Vanda Barbosa Ferreira, que trabalha no stand e é parceira de Silvia no projeto, conta que as camisetas de pet são mais duradouras que as de algodão. “Elas duram dez vezes mais que as de algodão, porque o tecido não se altera, além de não esgarçar, não encolher, não amassar e ser muito mais resistente”, enumera.

Vanda ressalta, no entanto, que as camisetas ecologicamente corretas são, geralmente, 50% mais caros que as convencionais. “São mais caras, mas em compensação são ambientalmente corretas e também promovem a inclusão social, já que para que a camiseta seja produzida ela precisa do trabalho do catador de lixo”, argumenta a vendedora.

Na Feira de Artesanato, cada camiseta custa R$ 25, e estão disponíveis nas cores preta, verde e bege em diversos modelos. Cada unidade vai com uma marca que diz ser feita de pet e que é ecologicamente correta. “A marca ‘camiseta feita de pet’ foi criada a partir deste contexto: fazer a diferença agindo com responsabilidade socioambiental” complementa Silvia.

As vendedoras, que vieram de São Paulo, explicam, entretanto, que o projeto vai além da venda de camisetas ambientalmente corretas. De acordo com Vanda, a intenção das duas é, com o dinheiro arrecadado com o comércio, transformar dois sonhos em realidade. “O meu objetivo é montar uma casa de readaptação para pessoas carentes de rua que desejam voltar ao convívio da sociedade”, conta. “Eu já quero concluir uma página na Internet que está 70% pronta e que terá cursos gratuitos em várias áreas para pessoas que queiram se especializar em alguma coisa. E este site será auto-sustentável”, explica Silvia.

A consciência ambiental, porém, não está só presente nas camisetas. Quem compra o produto, não o leva em sacos plásticos, também degradáveis ao meio ambiente. “Utilizamos as sobras dos panos usados para fazer às camisetas para produzir pequenas bolsas onde as camisetas são colocadas para o cliente levar. Evitamos as sacolas plásticas”, conclui Vanda.

A Feira Nacional e Internacional de Artesanato fica em Presidente Prudente até o próximo domingo (30). O evento fica aberto das 15h às 22h, no Centro de Eventos, que fica localizado à Avenida Joaquim Constantino, 1000. A entrada custa R$ 5,oo.

Conheça as ações sustentáveis que tornaram Estocolmo a primeira cidade mais verde da Europa

Por Viviane Maia e fonte: http://epocanegocios.globo.com

Em Estocolmo, reciclagem de lixo, eliminação de resíduos e utilização de combustíveis alternativos são ações que podem ser vistas em qualquer esquina. Não é para menos. A prática tem estímulo do governo, que garante subsídios na compra de terrenos para construir empresas, isenção de impostos e de companhias da cidade como Electrolux, Ericsson, Scannia e outras que investem na cidade e na modernização de seus processos para obter eficiência energética e redução de emissão de dióxido de carbono (CO2).

Neste infográfico, você confere como funciona o esquema sustentável da cidade.

Energia Solar - Os prédios e casas são cobertos com painéis solares e armazenam esta energia em caldeiras para o uso no longo inverno da região.

Água da chuva - Em Hammarby Sjöstad, o bairro ambiental modelo de Estocolmo, a água da chuva é reaproveitada, encaminhada para estação de tratamento e se transforma em água potável para as casas. Outros bairros de Estocolmo terão este tratamento de água no próximo ano.

Lixo – Os moradores separam o lixo (papel, alumínio, vidro e orgânico) e colocam em recipientes específicos, que sugam o lixo à vácuo por canos que percorrem o subterrâneo do bairro até depósitos de coleta. De lá, os caminhões o recolhem também por sugadores.

Energia - O lixo orgânico se transforma em adubo ou gás. Outros resíduos que não são recicláveis (como isopor, por exemplo) vão para uma usina de incineração também geradora de energia.

Combustível - Um quarto do transporte coletivo urbano utiliza combustível renovável; sendo etanol, oriundo do Brasil, e biogás, que é um tipo de mistura gasosa de dióxido de carbono e metano produzida naturalmente em meio anaeróbico pela ação de bactérias em matérias orgânicas.

Confecção de Camisetas feitas com garrafas pet (camisetas ecológicas)

A fibra têxtil feita de garrafa PET reciclada é o mesmo que poliéster reciclado. Na produção (transformação) do poliéster reciclado utiliza-se 30% da energia utilizada na produção da fibra virgem, ou seja, além da própria reciclagem que contribui para reduzir o lixo no meio-ambiente, a economia no uso de energia também é um ativo ambiental desse produto.

Em média, para se confeccionar uma camiseta, utiliza-se uma quantidade de fibra reciclada que corresponde a duas garrafas PET.

As etapas do processo até chegar na camiseta, basicamente, são:

CADEIA DIRETA CADEIA REVERSA
1) Extração do petróleo 2) Processo de refinamento 3) Resina virgem 4) Pré-forma 5) Garrafa 6) Uso pelo consumidor 7) Descarte 8 ) Coleta Seletiva 9) Moagem e descontaminação 10) Transformação em fibra 11) Fiação 12) Tecelagem 13) Confecção

Como vimos o processo é bem simples e de grande utilidade para a conservação do meio ambiente

Vista essa idéia.

Igreja construida por 10 mil garrafas de pet em Santa Catarina

O pastor Jeremias Ferreira, 51 anos, construiu com cerca de 10 mil garrafas PET o templo para sua igreja Amigos de Jesus, em Tubarão (SC). A construção representa, segundo ele, o principal valor da comunidade: não pedir dízimo ou ajuda financeira aos fiéis. “Vi uma igreja com esse propósito em Itajaí (SC), que não pedia contribuição. Inicialmente, fazíamos as celebrações na garagem da minha casa, mas sentimos a necessidade de um espaço maior”, disse Ferreira ao G1. O terreno foi comprado pelo próprio pastor, com o dinheiro que ganha como eletricista e manobrista. “O dono do terreno me deixou pagar R$ 100 por mês e fui pagando assim, aos poucos.” Já a ideia de construir a igreja com garrafas PET surgiu durante um culto. “Estava no meio de uma reunião e tive essa ideia. Acredito que foi um plano de Deus, porque não tínhamos os recursos dos fiéis.” O material foi recolhido por crianças da comunidade que ganhavam uma bala a cada garrafa. Em quatro meses, e com a ajuda dos cerca de 30 fiéis da igreja, a obra quase foi finalizada. “Falta completar o telhado com garrafas. Temos também alguns pneus sendo colocados, assim como outros materiais recicláveis”, afirma. Orgulhoso da iniciativa, Ferreira pretende agora ampliar a comunidade. “Fiquei muito satisfeito. Durante o dia é bem claro, e à noite fica muito bonito. Agora esperamos ver a igreja crescer.”

   

Pão de Acúcar combate desperdício e muda sacolas

Fonte: http://invertia.terra.com.br

A Rede Pão de Açúcar está mudando suas sacolas plásticas. Agora, elas são capazes de suportar 6 quilos de produtos ante 4,5 quilos da versão anterior. A alteração se insere no programa de consumo consciente e de preservação do meio ambiente. “A ação está alinhada aos esforços destacados pela empresa para oferecer soluções viáveis que colaborem com a redução das sacolas plásticas e seu impacto no meio ambiente”, afirma o diretor de Responsabilidade Sócio- Ambiental do grupo, Paulo Pompilio. Com o projeto, a rede espera reduzir neste ano em até 20% o volume de embalagens que circulam em suas lojas.

O reforço da embalagem visa evitar o desperdício, como o uso de duas ou três sacolas sobrepostas. Na prática, significa que o consumidor não precisará mais temer pela resistência na hora de colocar os produtos adquiridos na loja. Agora, por exemplo, será preciso apenas uma embalagem para carregar duas garrafas de dois litros de refrigerante ou um pacote de cinco quilos de arroz.

“Reduzir, reutilizar e reciclar são as premissas que norteiam nossos programas de consumo consciente. No caso das novas sacolas, investimos fortemente na conscientização dos nossos colaboradores e clientes sobre a importância desses temas, especialmente no que se refere ao combate ao desperdício”, diz o diretor de operações da rede, João Edson Gravata.

Os consumidores que desejarem destinar as sacolas utilizadas para reciclagem ou reuso poderão entregá-las em uma das 105 Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever espalhadas por diversas cidades. A mudança na sacola plástica faz parte do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas do Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos (Plastivida), que conta com as parcerias do Instituto Nacional do Plástico (INP) e da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief). Pesquisa do Ibope com 600 pessoas das classes B, C e D mostra que nada menos do que 71% dos entrevistados indicaram as sacolas plásticas como forma ideal para o transporte de compras.

Os testes com a nova embalagem começaram em junho de 2008 em nove lojas da rede. No início do projeto-piloto, 26% dos consumidores preenchiam as sacolas até atingir sua capacidade máxima. Hoje, o porcentual já chega a 60,8% e a expectativa é de que o índice evolua para o patamar de 80% neste ano.