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Arquivos do Mês: julho 2009

Papel de plástico reciclado

Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br Sintético com espessura e textura similares ao papel de celulose 

Um papel sintético fabricado com plástico descartado pós-consumo foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e testado em uma planta piloto da empresa Vitopel, fabricante de filmes flexíveis com fábrica em Votorantim, no interior paulista. Produzido em forma de filmes, o material produzido a partir de garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de material de limpeza pode ser empregado em rótulos de garrafas, outdoors, tabuleiros de jogos, etiquetas, livros escolares e cédulas de dinheiro. “Ele é indicado para aplicações que necessitam de propriedades como barreira à umidade e água, além de ser bastante resistente”, diz a professora Sati Manrich, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade e coordenadora do projeto que teve financiamento da FAPESP para o desenvolvimento da pesquisa e o depósito de patente. O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. “Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado”, diz Sati.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. “O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado”, diz Giacomazzi. Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. “O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões.” A negociação da patente foi uma permuta entre as duas partes. Como a empresa precisava conhecer a composição do material para permitir o uso do equipamento, foi feita uma parceria. “Não pagamos nada para usar a máquina necessária para o experimento e, em troca, eles ficaram com um terço da propriedade intelectual”, explica Sati. Atualmente a empresa está à procura de fornecedores de material reciclado para continuar os testes em escala ampliada.

No processo desenvolvido na universidade, os plásticos, depois de limpos e moídos, recebem a adição de partículas minerais para obtenção de propriedades ópticas – como brilho, brancura, contraste, dispersão e absorção de luz – e resistência mecânica ao rasgamento, tração e dobras. A mistura é colocada em uma máquina extrusora a altas temperaturas, onde amolece e se funde. No final, o material transforma-se em uma folha grande fina, semelhante a um papel fabricado com celulose, que é enrolada e cortada de acordo com a aplicação.

Os testes na planta piloto foram feitos com as composições de plásticos que apresentaram em laboratório as melhores propriedades para fabricação de papel sintético. Para efeito de comparação, foram avaliadas as propriedades ópticas e o resultado da impressão em papéis produzidos com matéria-prima virgem e com resíduos plásticos. “Nos testes feitos, as propriedades do papel sintético praticamente não se alteraram com o uso do material reciclado”, relata Sati. Apenas nos casos em que na composição entraram resíduos de plásticos escuros, com pigmentos incorporados, foi observada alteração na alvura do material.

O interesse da pesquisadora pelo tema data de 1996, quando iniciou um projeto financiado pela FAPESP para a caracterização de poliolefinas provenientes de resíduos urbanos para a fabricação de papel sintético. Desde então, Sati orientou várias pesquisas que tinham como foco o reaproveitamento de embalagens descartadas pós-consumo. Duas delas resultaram em pedidos de patente para a fabricação de papel sintético, mas os processos e os materiais utilizados são diferentes. A primeira usa como matéria-prima as garrafas PET – sigla de poli (tereftalato de etileno) – e precisa de uma etapa adicional, que consiste de um tratamento químico, para produzir o filme. A segunda pesquisa, iniciada em 2002 e considerada um aperfeiçoamento da anterior, é a do papel sintético testado na Vitopel.

4º Congresso Mercosul de Sustentabilidade

 

Nesta 4º edição do congresso, que conta com o patrocínio da Faber-Castell e Henkel, com apoio dos parceiros CEBDS, IDIS e Grupo SustentaX, daremos enfoque a temas da atualidade, como a nova economia global, tendências do setor ambiental e social, além de uma abordagem sobre mudanças climáticas, construção verde e no cenário da responsabilidade social, um enfoque corrente sobre a educação e emprego.

O evento é direcionado principalmente às empresas e instituições do setor público e privado, terceiro setor, consultores e associações que tenham interesse e atividades na área socioambiental.

Tema :  4° Congresso Mercosul de Sustentabilidade

Palestrantes

Ricardo Young, Presidente do Instituto Ethos

Helio Mattar, Diretor Presidente do Instituto Akatu

Mario Monzoni, Coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP (GVces)

Aron Belinky, Secretário Executivo do GAO e da EcoPress – Agência de Notícias Ambientais

Amarildo Dudu Bolito, Diretor Institucional do Instituto Observatório Social – IOS (confirmado)

Artur Henrique Santos, Presidente Nacional da Central Única dos Trabalhadores – CUT

Marcos Kisil, IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Carlos Nobre, Pesquisador Titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE

Newton Figueiredo, Presidente do Grupo SustentaX (confirmado)

Data, Local e Horário:

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 das 09 as 18 horas.

Local: Club Transatlântico, Rua José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio

Observações:

Despesas de estacionamento correm por conta do participante.

Investimento e Inscrições

Gratuito

Bioinseticida será produzido a partir de sisal

Fonte: http://www.aitech.com.br

Projeto será desenvolvido em parceria com universidades e centros de pesquisa da Bahia

O sisal da Bahia contará com recursos do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que fica em Amsterdã, na Holanda, para o aproveitamento do resíduo líquido do sisal para a produção de bioinseticida e parasiticida. Para a primeira etapa do projeto – um estudo de pré-viabilidade para elaboração de um plano de negócios serão liberados US$ 170 mil, sendo US$ 112 mil de recursos não-reembolsáveis por parte do CFC. O projeto, que foi apresentado pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e pelo Sindfibras, com o apoio do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), está orçado em US$ 1 milhão. Segundo o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, caso os resultados das pesquisas iniciais sejam positivos, o CFC vai liberar no próximo ano a parcela complementar, de R$ 890 mil, para estudos adicionais e implantação de uma unidade industrial piloto na região sisaleira da Bahia para a produção de bioinseticida e parasiticida. Eles serão produzidos a partir do resíduo líquido da extração da fibra do sisal, hoje estimado em dois bilhões de litros anuais e totalmente descartado no campo. O projeto pretende utilizar o resíduo líquido do sisal também para a produção de dietético. De acordo com o engenheiro químico Adalberto Luiz Cantalino, o adoçante extraído do sisal é a inulina, um produto de origem natural que pode ser utilizado em substituição ao açúcar na indústria alimentícia e farmacêutica que não é absorvido pelo organismo, ou seja, é uma solução natural à substituição dos ciclamatos utilizados na indústria dos dietéticos.

Produto vai combater pragas na agricultura O bioinseticida será empregado para combater pragas na agricultura. Em projeto anterior, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), foi descoberto que o suco do sisal in natura atua como bioinseticida no combate a pragas do plantio de algodão. Mas esse suco começa a fermentar dois dias após sua extração, o que inviabiliza sua produção comercial. “A ideia é extrair o principio ativo e acondicioná-lo, para que tenha um tempo mais longo de vida útil”, disse Cantalino. A vantagem em relação aos inseticidas disponíveis no mercado é a ausência de drogas químicas nocivas ao meio ambiente e ao ser humano. O projeto prevê ainda a produção de um parasiticida para combater pragas comuns em ovinos, bovinos e caprinos.

Empresa que recebeu lixo da Inglaterra fecha.

Fonte: http://www.aitech.com.br/sitetriangulo    

Estabelecida em Bento Gonçalves, Alfatech diz que foi vítima de um golpe dos britânicos

A empresa que recebeu 1.098 toneladas de lixo doméstico exportadas da Inglaterra, a Alfatech Ltda, de Bento Gonçalves, encerrou as atividades ontem.Dizendo-se vítima de um golpe, o empresário Arildo Falcade Júnior, anunciou que não pôde mais continuar como reciclador e fabricante de produtos plásticos. Fechou as portas e demitiu 22 dos 25 funcionários. Dono da Alfatech, Falcade Júnior assegura que levou um trote dos britânicos. Ele conta que fez uma compra inicial, em janeiro, recebendo 16 contêineres (cerca de 150 toneladas) de aparas de plástico, conforme o combinado. Ao fechar o segundo negócio, surpreendeu-se com a chegada das 1.098 toneladas de lixo doméstico. Desde que estourou o escândalo, a Alfatech vinha em dificuldades. Além da perda de clientes, foi autuada em R$ 633 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela estocagem de lixo em Rio Grande, Santos e Caxias do Sul. Na sucessão de prejuízos, teria pago cerca de R$ 200 mil pela mercadoria aos britânicos, sem contar o frete, os impostos de importação e as despesas com o transporte marítimo. O custo operacional de cada contêiner está ao redor de R$ 3,5 mil. Os 64 contêineres foram importados pela Alfatech, que garante ter comprado aparas de plástico – e não embalagens de talco, frascos de xampu e de detergente, bambonas, garrafas pet, fraldas usadas, cabides quebrados, luvas, tapetes rasgados, tampa de sanitário e outros rejeitos domésticos. Diante da repercussão negativa do episódio, a Alfatech perdeu clientes, que cancelaram encomendas. Situada no bairro Vila Nova, periferia de Bento Gonçalves, a recicladora passou a ser criticada, xingada por moradores indignados com a situação. O chefe da Delegacia da PF em Rio Grande, João Manoel Vieira Filho, investiga se a Alfatech sofreu um golpe dos britânicos, comprando aparas de plástico mas recebendo lixo sujo. Ou, então, se a recicladora gaúcha está envolvida numa operação para descarte internacional de resíduos. Na próxima semana, Vieira Filho começará a ouvir os envolvidos, num trabalho conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal de Rio Grande.

Greenpeace faz alerta O lixo europeu que veio parar em Rio Grande e Santos repercutiu entre os defensores do ambiente. Entrevistado por ZH, o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, lembrou ontem que países ricos costumam enviar seus rejeitos para regiões pobres da África, América do Sul e Ásia, num triângulo de conivências entre exportador, transportador e importador. – É mais barato, para eles, mandar esse lixo de navio do que providenciar o seu destino no país de origem – alertou.Furtado ressaltou que o governo brasileiro deve agir, devolvendo imediatamente as 1.098 toneladas de lixo para a Inglaterra, para não criar um precedente. – Se isso não der em nada, vai ficar a mensagem de que o Brasil é um bom destino para o lixo dos ricos. O Brasil precisa mostrar que esse tipo de comércio não é tolerado – afirmou o dirigente. (Fonte: Jornal Zero Hora)

SP e 8 prefeituras assinam convênio para parque no Tietê

Fonte:  www.estadao.com.br  

Entre Salesópolis, na Região Metropolitana de São Paulo, e a Barragem da Penha, na zona leste da capital, o Rio Tietê nasce e morre em apenas 75 quilômetros. Trecho insignificante perto de seus vastos 1,1 mil quilômetros ao longo de todo o Estado, mas grandioso o suficiente para dar origem ao maior parque linear do mundo. Hoje, o governo estadual assina convênio com as prefeituras de oito municípios para preservar as várzeas, recuperar a drenagem do rio e melhorar as condições ambientais. O Parque Várzeas do Tietê terá 107 quilômetros quadrados de área verde e 33 núcleos com equipamentos de lazer, cultura, arte e esporte.

As obras dos novos núcleos serão divididas em três fases, e a primeira já começou, entre a barragem e o limite com Itaquaquecetuba. O parque – também nos territórios de Guarulhos, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim – tem previsão de conclusão em 2016. ?Haverá uma ciclovia com 230 quilômetros ao redor do parque e uma via-parque, estrada que ligará todos os núcleos. Vamos mudar a paisagem da zona leste. Esses núcleos vão ajudar na sustentabilidade ambiental?, diz Dilma Pena, secretária estadual de Energia e Saneamento. As ciclovias ficarão a 50 metros de cada margem do rio.

O projeto está orçado em R$ 1,7 bilhão. Para a primeira etapa já estão reservados R$ 450 milhões. ?(Esses recursos) não são suficientes para tudo o que está previsto nesta fase. Buscamos financiamento no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A carta-consulta deve ser aprovada pelo Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento) em setembro. Representantes do banco já estiveram aqui, sobrevoaram a área e aprovaram o programa?, segundo Dilma. As obras de construção do primeiro trecho da ciclovia e da via-parque tiveram início no mês passado e devem estar concluídas em janeiro de 2010, provavelmente no dia 25 de janeiro – aniversário de São Paulo.

Núcleos

No total, estão previstos sete núcleos de uso múltiplo em território paulistano, cinco em Guarulhos, quatro em Itaquaquecetuba, um em Poá, quatro em Suzano, cinco em Mogi das Cruzes, três em Biritiba Mirim e quatro em Salesópolis. Todos os 33 núcleos terão 67 campos de futebol e 129 quadras poliesportivas. Os campos ficarão propositalmente em local de alagamento para que seja retida água nos períodos de chuva e enchentes. ?É uma forma de recuperar a vocação natural do Tietê como rio de planície?, explica a secretária.