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Arquivos do Mês: junho 2009

Transformação da garrafa pet em malha ecológica

O Processo de reciclagem:

As garrafas feitas de PET pós-consumo são recolhidas pelos “catadores” de rua;

São retirados os rótulos e tampas, depois lavadas e separadas por cor;

Passam então por um processo de secagem e são moídas, transformando-se em pequeninos pedaços de plástico picados e descontaminados, chamados de “flakes”;

É feita um fusão numa temperatura em torno de 360 graus e depois de fundido, o material é triturado e as impurezas sólidas são retiradas;

Esse material é triturado e colocado na forma de “chips”, que são grãozinhos milimétricos;

Depois de todo esse processo, a matéria é encaminhada para uma fábrica onde será feita a fibra;

É retirada a umidade e feita nova fusão, o material fundido passa por fieiras onde são feitos os filamentos;

É feita uma estiragem para confecção do fio que pode ser cortado em vários tamanhos;

Pronto, será feita a fibra de PET. A garrafa que foi jogada fora se transformou num tecido muito macio!

Por que usamos a malha de pet em nossas camisetas:

O tecido tem a mesma qualidade e resistência do algodão e a malha é super confortável;

A garrafa que ia para o lixo vira matéria prima para fabricação da malha, diminuindo a utilização de bicombustível;

A reciclagem diminui a poluição, pois cada garrafa PET demora em torno de 450anos para biodegradar;

Geração de emprego para comunidades carentes. (Calcula-se que mais de 200mi famílias vivem da captação de produtos recicláveis;

A camiseta PET agrega valores para toda a sociedade, pois incentiva o consumo sustentável.

Vantagens dos produtos ecológicos

01 – Produto 100% ecológico

02 – Roupas super confortáveis

03 – Durabilidade

04 – Lavagem e secagem extremamente rápida

05 – Quantidades de cores sem precedentes

06 – Mil e uma utilidades para estamparia, ou tingimento

07 – Aumento da auto-estima do usuário

08 – Garante muitos empregos

09 – Conscientização do indivíduo com a reciclagem

10 – E o mais importante colabora com o planeta

Você sustentável: É preciso pensar antes de consumir …

Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br

Carlos Minc: “é preciso pensar antes de consumir”

Ministro do Meio Ambiente fala ao Instituto Akatu sobre a campanha “Saco é um saco”, que pretende mobilizar o consumidor para reduzir o uso de sacolas plásticas no Brasil.

A campanha “Saco é um saco” é a primeira que o Ministério do Meio Ambiente faz sobre sacolas plásticas?

Carlos Minc: Em 2008, o Ministério fez uma campanha, nessa mesma linha, sobre redução de embalagens de um modo geral. É um exagero a quantidade de embalagens produzidas hoje em dia em todos os setores de produção e consumo. Na maior parte dos países desenvolvidos, há políticas bem estruturadas para a chamada logística reversa, ou seja, a responsabilidade sobre o lixo gerado pós-consumo. Aqui, estamos avançando muito devagar nisso, e essa é uma agenda pela qual tenho apreço. A campanha de 2008 teve alguns apoios importantes, mas não conseguiu engajar a população como se esperava. Foi bacana, aprendemos com nossos erros e acertos e a expectativa agora é engajar os consumidores, o cidadão comum. Vamos entrar com televisão, rádio, internet, cartazes no metrô. A idéia é mobilizar a população.

O que levou à realização da campanha? Quais são os principais objetivos?

Carlos Minc: Começando pelo objetivo, queremos atingir o consumidor. O foco é cada dona de casa, cada jovem, cada pai de família comprando no supermercado, na farmácia, na quitanda, na padaria. A idéia é ajudar o indivíduo, que pega inocentemente a sacolinha – ali tão fácil, tão à vontade – a fazer uma conta que ele não faz. A sacola não é de graça. Quando descartada, gera um custo alto para a população, para o poder público e para o meio ambiente. Cada sacolinha que nós descartamos tem uma pegada ecológica oculta, tem uma conta socioambiental que não está na cabeça do consumidor. A sacolinha plástica é perfeita para os nossos objetivos. Não se trata de um produto simbólico, ela é bem real, é utilizada todos os dias pelos cidadãos brasileiros e gera um impacto acumulativo significativo. Você sabia que cada brasileiro consome 66 sacolas plásticas por mês? E que é de 135 milhões o volume descartado todo mês? Quando eu era Secretário de Meio Ambiente no Rio de Janeiro, antes de me tornar ministro, elaborei um decreto que se transformou em um projeto de lei regulando o uso das sacolinhas. Vários Estados e municípios estão preocupados com o assunto. Acho que é papel do Ministério conscientizar os consumidores e induzir as mudanças de comportamento que levem a população na direção da cidadania ambiental.

Que critério foi utilizado para que o Wal-mart fosse escolhido como parceiro dessa campanha?

Carlos Minc: Há várias grandes redes de supermercados fazendo coisas interessantes, e nosso pessoal técnico está em contato direto com a ABRAS, a Associação Brasileira de Supermercados, que deverá aderir à campanha. Mas o Wal-Mart está bem adiantado nos seus programas de sustentabilidade e nos apresentou uma experiência consistente. Em um projeto-piloto, que foi agora estendido ao sul do Brasil, em apenas três meses eles conseguiram economizar 1,5 milhão de sacolas plásticas em lojas do Nordeste com um mecanismo simples: cada pessoa que recusava a sacola na boca do caixa recebia um bônus em dinheiro. Nessa experiência, eles pagaram aos consumidores R$ 34 mil de bônus. Nós identificamos nessa experiência uma inovação concreta e replicável, porque não se trata só de pedir que os consumidores recusem, mas de oferecer alternativas, inclusive com mecanismos financeiros. Além disso, o Wal-Mart não pediu exclusividade, é nosso parceiro de primeira hora. Mas, todos serão bem-vindos, a campanha está prevista para durar seis meses. Há espaço para todos.

Por quanto tempo a campanha será veiculada e quais os resultados esperados?

Carlos Minc: Queremos reduzir o consumo de sacolas plásticas, monitorando isso com pesquisas e números. Por isso, o engajamento da ABRAS é muito importante. Nosso esforço será de seis meses, com muitas novidades, explorando a mídia da internet e o potencial de parceiros que estão percebendo o mérito desta campanha. Por exemplo, temos a oferta da CPFL, distribuidora de energia, de colocar a nossa mensagem “Saco é um saco, para você, para a cidade, para o planeta e para o futuro” em cada conta de luz de mais de 6 milhões de consumidores só no Estado de São Paulo.

Qual o uso ideal das sacolas plásticas?

Carlos Minc: O ideal é não usar, né? Vários países já baniram a sacola plástica como, por exemplo, a China, e, no Canadá, a cidade de Toronto. Até há pouco tempo, falava-se que o bom era o plástico oxi-biodegradável, que, na verdade, não biodegrada coisa nenhuma, apenas fragmenta a matéria em milhares de pedacinhos, criando um novo resíduo não biodegradável. O bioplástico, feito de amido de milho ou outras fontes, parecia uma solução ótima, mas, com o agravamento do aquecimento global, será mais uma fonte emissora de gases do efeito estufa, quando o que se deseja é diminuir as emissões dos lixões e aterros sanitários. Sendo bem realista, sem diminuir a ternura, o ideal é reduzirmos o uso da sacola plástica e caminharmos com tranqüilidade para banirmos a sacolinha em um futuro próximo. Nossa campanha pretende explorar várias alternativas, e a criatividade da moçada vai aparecer. Você lembra como era antigamente? Um mosaico de soluções: o carrinho de feira, o papel da padaria, o jornal embrulhando o peixe…. O importante é passarmos a mensagem de que é preciso pensar antes de consumir. Quando o problema do aquecimento global se agrava e o meio ambiente se degrada tão dramaticamente, não podemos alegar inocência.

(Instituto Akatu)

Modo de produção intensivo é o caminho para a agricultura sustentável

  Fonte: http://www.radarverde.com.br Escrito por : Marina Gama

Para o economista Guilherme Dias, sistema intensivo é a saída para evitar o avanço da agricultura e da pecuária na Amazônia, mas ele alerta que os obstáculos são muitos e geram conflitos.

Guilherme Dias, especialista em economia agrária e professor da USP, acredita que a solução para barrar a destruição da Amazônia é a implantação de uma estrutura intensiva de agricultura e pecuária por todo o país. Do contrário, o economista alerta: “Se deixarmos como está os bois comem a Amazônia em 20 anos”. A tese foi defendida em conferência apresentada a estudantes de jornalismo no projeto Repórter do Futuro.

“Em relação ao resto do mundo estamos em um grupo de três ou quatro nações que têm tecnologia para desenvolver um eficiente sistema de agropecuária intensiva”, afirma Dias. Apesar da boa notícia, o número de terras que já utilizam esse modo de produção não chegam à metade no Brasil. Segundo o economista, dos cerca de 50 milhões de hectares de terras agrícolas, apenas 20 milhões implantaram o sistema intensivo, ou seja, menos de 50%. Na pecuária nacional esse número é ainda menor, apenas 10%. A grande maioria das terras pecuárias é desgastada pelo sistema extensivo, modo mais rudimentar que permite que os bois usufruam de grandes territórios sem haver uma preocupação com a recuperação ou a manutenção da sua fertilidade.

O reduzido número se explica quando é colocado no papel os custos que a produção intensiva exige. Por mais que exista tecnologia, ela não é barata. “A agricultura intensiva é difícil de fazer, exige um monitoramento do que acontece embaixo do solo. É preciso ter uma leitura fina da terra, do desequilíbrio que ocorre durante a plantação. É necessário fazer amostra de terras, mandar para laboratório, ter profissionais bons que façam a análise”, afirma Dias. O processo que inclui uma atenção especial para a fertilidade do solo e toda a logística pode custar, segundo o economista, de R$ 1.500 a R$ 3.000 por hectare. Essas exigências fazem com que agricultores atribuam um coeficiente de risco muito alto para a implantação de um novo modelo, diferente da agricultura extensiva, ressalta o economista.

A falta de cultura em trabalho cooperativo também dificulta a implantação do modo intensivo de produção. Sem uma organização dos pequenos e dos grandes produtores, de forma a diminuir os custos presentes nesse sistema de produção, a estrutura agropecuária não conseguirá se modificar. “O brasileiro tradicional não consegue se ajustar a idéia de trabalho associado e cooperativo. Predomina o produtor individual e esse ambiente não cria uma vida fácil para o agricultor”, observa.

Para Dias, as dificuldades não param aí. As políticas estaduais atendem interesses dos produtores do modo extensivo, o bloco majoritário de agricultores. Isso faz com que a estrutura social e política das regiões onde a agricultura está presente estejam voltadas para interesses distoantes àqueles da minoria que faz agropecuaria intensiva. “Mudar o sistema de produção implica em umatransformação completa da região, na questão de quem manda e no sistema político. O conflito que estamos vivendo é esse”, afirmou o economista.

Sustentabilidade é uma construção coletiva

Fonte: PLANETA SUSTENTÁVEL Por Maria Luiza Pinto

 Sustentabilidade é uma construção coletiva

A urgência de trazer os princípios de sustentabilidade para os negócios colocou as empresas diante de novos desafios. Precisamos entender cada vez mais a amplitude desse tema e criar mecanismos para incorporar no dia-a-dia um novo jeito de fazer as coisas, no qual não só a empresa saia ganhando, mas também os clientes, fornecedores, sociedade e meio ambiente.

Um conceito que começa a ser indissociável de sustentabilidade é o de construção coletiva , já que o desenvolvimento sustentável tem como fim o benefício da sociedade em geral e não apenas uma empresa ou pessoa. Companhias distintas, de um mesmo segmento do mercado ou não, ao lado de ONGs, Universidades e organizações do setor público passam a compartilhar conhecimento e firmar parcerias nessa área.

Por mais que esse tipo de cooperação ainda aconteça em pequena escala, é importante destacar os avanços e as iniciativas em andamento. Tenho acompanhado com especial interesse casos de organizações que se reúnem periodicamente para discutir ações relacionadas à sustentabilidade. Ao longo de todo o ano passado, participei de alguns encontros entre líderes interessados em trocar experiências e tornar suas organizações mais sustentáveis. Esses eventos são oportunidades para aqueles que estão mais avançados no tema ajudarem seus pares a evitar os mesmos erros já enfrentados. Essa também é uma maneira de encontrar novos parceiros de negócios. Ficou claro que, quando as organizações estão na mesma direção e compartilham práticas, todos saem ganhando. O resíduo que uma empresa produz pode ser útil para outra; a solução encontrada por uma pode ser aplicada à outra, e assim por diante. É uma troca com potencial muito promissor.

É possível notar que as lideranças estão se tornando conscientes das vantagens da construção coletiva quando o assunto é de grande relevância para o meio ambiente e para a sociedade. Aponto como exemplo uma fabricante de um biocombustível alternativo que substitui combustíveis fósseis na geração de vapor ou energia. A companhia participou recentemente de um curso de sustentabilidade e não perdeu tempo: quando os representantes da empresa saíram de lá, já tinham três reuniões de trabalho agendadas com outros participantes.

Outro caso interessante é o de uma fabricante de papel que precisava abastecer sua nova fábrica no Rio Grande do Sul com eucalipto. A solução encontrada foi estabelecer parcerias com a comunidade local e com uma instituição financeira. A empresa, junto da Emater, órgão técnico do governo gaúcho, decidiu treinar pequenos produtores rurais no plantio de eucalipto dentro de critérios socioambientais. Os escolhidos receberam mudas e assistência técnica, além da garantia de compra por parte da companhia por no mínimo dois ciclos (14 anos).

Dessa maneira, a união de forças entre empresa, agricultores, o governo gaúcho e um financiador resultou num empreendimento sustentável, que respeita o meio ambiente e dá nova oportunidade aos pequenos produtores rurais da região. O Rio Grande do Sul ainda se beneficia com o desenvolvimento de uma região carente de investimentos e com a geração de renda, criação de empregos diretos e indiretos e aumento de arrecadação.

Se é verdade que no Brasil a discussão sobre sustentabilidade já saiu do ponto de partida e alcança um número cada vez maior de organizações, o diálogo sobre o assunto ainda é restrito. Para que haja avanços é importante que as lideranças de iniciativas pioneiras percebam que podem e devem compartilhar suas experiências e atuar em conjunto com outras organizações, até porque é grande a demanda por práticas empresariais consolidadas e sistematizadas nesse tema.

A ação de todos os setores em direção ao desenvolvimento sustentável é urgente e imprescindível. E a construção de novas parcerias é uma maneira de transformar problemas ambientais e sociais em oportunidades para os envolvidos, além de ser uma ótima maneira de acelerar o movimento. Ninguém está fora desta jornada. E quanto antes as lideranças perceberem que resultados financeiros, meio ambiente e sociedade estão interligados, melhor será para todos.

Maria Luiza Pinto é diretora-executiva de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil e conselheira do Planeta Sustentável

Vamos lá: tinta branca nos telhados!!!!

Fonte: Por Ana Luiza Herzog

Foi veiculado no canal de TV GNT, a propaganda da campanha “One degree less” (Um grau a menos), do Green Building Council Brasil. Os comerciais começaram a ser veiculados há cerca de duas semanas e seu propósito é fazer com que as pessoas se convençam da importância de pintar os telhados de suas casas e prédios de branco. E antes que você me pergunte “a troco de quê”, eu vou explicar.

De acordo com muitos estudos, dentre eles um da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, cerca de 25% da superfície das grandes cidades é composta de telhados - que em sua imensa maioria são escuros e refletem apenas 20% da luz solar. E como refletem muito pouco daquilo que incide sobre elas, essas superfícies ficam quentes, muito quentes. Junte isso à quantidade absurda de concreto usado na pavimentação de ruas e avenidas - que também absorvem muito calor -, mais a escassez de grandes áreas verdes e tchan tchan tchan … temperaturas muito mais altas nos centros urbanos do que fora deles - um fenômeno que foi batizado de “ilhas de calor” (Urban Heat Island).

Então, para evitar que vivamos numa ilha de calor cada vez mais quente (acabei de chegar da rua e lá fora os termômetros marcam 33 graus) e os prédios possam consumir menos energia para manter ar-condicionados a todo vapor, tinta branca nos telhados é o que há! O estudo de Berkeley monitorou cerca de 10 edifícios nos estados da Califórnia e da Flórida e constatou que o uso de tetos brancos - que também são chamados de frios - pode gerar para os proprietários dos imóveis entre 20% e 70% de economia de energia de resfriamento. Não é pouco não. E quanto ao carbono que deixa de ser emitido com a redução desse uso de energia? Cada 100 metros quadrados de teto pintados de branco compensam 10 toneladas de C02. O site da campanha dá mais detalhes sobre o estudo e explica direitinho como essa prática simples de pintar telhados e tetos pode dar uma resfriada no planeta. Vale a pena.

(A iniciativa “Um grau a menos” é brasileira, e foi idealizada por Thassanee Wanick, uma ambientalista que também é cônsul geral da Tailândia no Brasil e coordena as atividades do GBC aqui. A propósito: o GBC é uma ONG que tem a missão de disseminar conceitos de sustentabilidade para a indústria da construção civil. Ela nasceu nos Estados Unidos e é quem concede o LEED, o único selo verde para construções aceito internacionalmente).